Politica

Encontro entre o presidente Lula e ditador Nicolás Maduro é cancelado

O encontro entre o presidente Luis Inácio Lula da Sila (PT) e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que estava marcado para acontecer nesta segunda-feira, 23, às 16h, foi cancelado. O compromisso foi retirado da agenda oficial do petista que está na Argentina para participar da 7ª cúpula da Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac). A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto. “Confirmamos o cancelamento do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolás Maduro”, disseram. Segundo funcionários do Itamaraty, o encontro entre os líderes teria sido cancelado por desencontro de agendas. Supostamente houve uma mudança no horário do voo do Maduro e por isso não vão conseguir se encontrar. Também foi informado não haver informações sobre um possível encontro futuro entre eles. A proximidade do petista com o chefe de Estado venezuelano já foi criticado anteriormente pela proximidade com líder venezuelano. Há a expectativa de que Lula também tenha um encontro com Miguel Díaz-Canel, chefe do regime de Cuba, mas ainda não há confirmação. A volta do Brasil à Celac, da qual se retirou em 2020, é tema emblemático no sentido da reinserção do Brasil em sua própria região. A Cúpula ocupará manhã e tarde da agenda da terça-feira, 24.

No começo da tarde, Lula e o presidente argentino, Alberto Fernández, assinaram uma declaração conjunta entre os dois países e fizerem uma entrevista coletiva, onde falaram sobre a retomada das relações entre os dois países. “Vamos reconstruir aquela relação de paz e produtividade de dois países que nasceram para crescer, se desenvolver e dar melhores condições para seu povo”, declarou Lula. “Voltei para fazer bons acordos com a Argentina e melhorar aquilo que falta para que os dois países possam crescer economicamente”, acrescentou. Fernández, que abriu a reunião, declarou que a relação entre os países vai durar por várias décadas, e ressaltou seu apoio ao chefe de Estado do Brasil e a democracia. “A Argentina sempre estará ao seu lado e não permitirá que nenhum delirante ponha em perigo as instituições brasileiras. Não vamos permitir que nenhum fascista se aposse da soberania popular”, disse.

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