Daugliesi Giacomasi Souza elucida um ponto muitas vezes ignorado por quem se encanta com as trilhas de longa distância: a experiência começa muito antes do primeiro passo. O interesse por percursos de vários dias em parques nacionais, serras e travessias litorâneas cresceu no Brasil, impulsionado pela busca por contato com a natureza e por momentos de desconexão da rotina urbana. Junto com esse entusiasmo, porém, aumenta a responsabilidade de quem decide encarar caminhos longos, exigentes e, em muitos casos, distantes de qualquer estrutura de apoio.
O preparo físico como ponto de partida
Trilhas de longa distância envolvem horas seguidas de caminhada, subidas íngremes, terrenos irregulares e, muitas vezes, o peso de uma mochila carregada com tudo o que será necessário ao longo dos dias. Sem um condicionamento mínimo, o percurso que deveria ser prazeroso pode se transformar em fonte de lesões, exaustão e frustração. Caminhadas progressivas nas semanas anteriores ajudam o corpo a se adaptar ao esforço contínuo.
Ao tratar desse tema, Daugliesi Giacomasi Souza enfatiza que respeitar o próprio limite é uma das decisões mais inteligentes de quem está começando. Escolher trilhas compatíveis com o nível de experiência, aumentar a distância aos poucos e reconhecer o momento de parar evitam que a aventura termine antes da hora. O ritmo de cada caminhante, afinal, precisa ser construído com paciência, e não comparado ao de quem já percorre trilhas há anos.
O que levar na mochila?
A montagem da mochila é uma etapa que exige equilíbrio entre segurança e leveza. Itens como água suficiente, alimentos energéticos, kit de primeiros socorros, lanterna, mapa, roupas adequadas para variações de temperatura e proteção contra chuva figuram entre os essenciais. Cada grama extra, no entanto, pesa ao longo de quilômetros, o que torna indispensável avaliar com critério tudo o que vai ser carregado.

Na percepção de Daugliesi Giacomasi Souza, o excesso de objetos é um dos erros mais frequentes entre iniciantes, que tendem a levar itens dispensáveis e esquecer o que realmente faz diferença em uma emergência. Calçados já amaciados, meias apropriadas e camadas de roupa que permitam ajustes ao longo do dia costumam evitar desconfortos que comprometem toda a jornada. Planejar com antecedência transforma a mochila em aliada, e não em obstáculo.
Informação e segurança antes de pegar a estrada
Conhecer o percurso, verificar a previsão do tempo, consultar as regras do parque ou da área de conservação e informar alguém de confiança sobre o roteiro são medidas simples que fazem enorme diferença. Em muitas trilhas, o sinal de celular é inexistente, e a capacidade de se orientar com mapa ou aplicativos offline deixa de ser detalhe para se tornar questão de segurança.
Daugliesi Giacomasi Souza sinaliza ainda a importância de contar com guias locais em trilhas pouco sinalizadas ou de maior complexidade técnica. Além de reduzir riscos, a presença de quem conhece a região enriquece a experiência com informações sobre fauna, flora, história e cultura das comunidades do entorno, aspectos que passariam despercebidos para quem caminha sem esse olhar.
Caminhar sem deixar rastros
Os princípios de mínimo impacto ganharam força entre praticantes de trilhas como forma de preservar os ambientes naturais diante do aumento da visitação. Recolher todo o lixo produzido, não alimentar animais silvestres, permanecer nos caminhos demarcados e evitar fogueiras em locais não autorizados estão entre as condutas mais difundidas, e cada uma delas tem efeito direto sobre a conservação das áreas visitadas.
Sob a perspectiva de Daugliesi Giacomasi Souza, a popularização das trilhas só se sustenta se vier acompanhada dessa consciência coletiva sobre o impacto de cada visitante. A fundadora da DGdecor antecipa que o turismo de natureza tende a crescer ainda mais, o que torna o comportamento responsável dos caminhantes decisivo para que esses lugares continuem preservados para as próximas gerações.



