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Engenharia brasileira em Teerã: A Liderroll e a nova geopolítica do gás no Oriente Médio

Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a 22ª edição da Iran Oil, realizada em Teerã, reafirmou o papel do Irã como uma das principais potências energéticas do mundo, detentor da segunda maior reserva de gás e da quarta maior reserva de petróleo global.

Mesmo diante de novas tensões diplomáticas e do anúncio da retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear, o evento reuniu cerca de duas mil empresas de 40 países. Nesse contexto desafiador, a Liderroll destacou-se como a única empresa brasileira convidada, posicionando-se ao lado de gigantes como Total, Shell e Gazprom, oferecendo soluções capazes de destravar os projetos de infraestrutura mais ambiciosos da Ásia.

Por que a tecnologia brasileira é estratégica para o relevo iraniano?

O Irã e seus vizinhos asiáticos possuem um desafio geográfico comum: cadeias de montanhas colossais que se interpõem entre as reservas de gás e os mercados consumidores. De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, os projetistas dessas regiões enfrentam três caminhos caros ou arriscados: escalar montanhas sob temperaturas extremas, contorná-las aumentando a extensão da malha, ou cortá-las com túneis. A tecnologia de roletes motrizes da Liderroll surge como a “quarta via” técnica, permitindo o lançamento de dutos de qualquer diâmetro dentro de túneis de forma rápida e segura.

Como a Liderroll se posiciona frente às mudanças no mercado internacional?

Com a possível retração de investimentos europeus devido às novas sanções americanas, o Ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, sinalizou que o país se voltará para parcerias locais e asiáticas. Para a Liderroll, que já mantém foco estratégico na Ásia, esse movimento é uma oportunidade de ouro. Sob o ponto de vista de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a empresa foi convidada especificamente por deter uma tecnologia exclusiva mundial, essencial para os pipelines que cortarão milhares de quilômetros na região, garantindo eficiência operacional onde outros métodos falham.

A atuação da Liderroll amplia o protagonismo técnico brasileiro no cenário energético, destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes.
A atuação da Liderroll amplia o protagonismo técnico brasileiro no cenário energético, destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes.

O papel da inovação brasileira em projetos de escala monumental

A equipe liderada por Elias Rocha em Teerã focou em demonstrar como a engenharia de suportação inteligente pode reduzir custos e riscos em ambientes de alta complexidade. Como considera Paulo Roberto Gomes Fernandes, estar presente em Teerã é mais do que uma oportunidade comercial; é a validação de que a inovação brasileira é indispensável para o novo mapa energético que está sendo desenhado no Oriente. A capacidade da Liderroll de operar em túneis que “rasgam” montanhas por dezenas de quilômetros é o que atrai o interesse de governos e consórcios internacionais.

O futuro da cooperação técnica Brasil-Irã até 2026

A resiliência do setor de petróleo iraniano, aliada à necessidade de modernização tecnológica, projeta um horizonte de cooperação técnica prolongada. Como resume Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a engenharia de precisão é o elo que permite ao Brasil exportar inteligência para mercados que buscam autonomia e eficiência. Portanto, a presença da Liderroll em Teerã consolida a empresa como um parceiro estratégico na Ásia, provando que a tecnologia nacional é capaz de superar barreiras políticas e geográficas para viabilizar o fluxo de energia que moverá o mundo em 2026.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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