Noticias

Morar sozinho na terceira idade: Saiba com o Doutor Yuri Silva Portela o que avaliar

Na avaliação do Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, morar sozinho na terceira idade pode representar autonomia, privacidade e continuidade de uma rotina construída ao longo dos anos. A decisão, porém, exige atenção às condições de saúde, segurança e capacidade funcional. Mais do que considerar a idade, é necessário observar como a pessoa realiza as atividades do cotidiano, administra seus cuidados e mantém vínculos que possam oferecer apoio quando necessário.

Leia mais a seguir!

A autonomia está preservada no dia a dia? Veja com o Doutor Yuri Silva Portela

A capacidade de conduzir tarefas cotidianas é um dos primeiros aspectos a serem observados. Preparar refeições, tomar banho, vestir-se, organizar a casa, fazer compras e cumprir compromissos são atividades que ajudam a compreender o nível de independência de uma pessoa idosa. A facilidade ou dificuldade para realizar essas ações também pode indicar quando determinadas adaptações ou algum suporte passam a ser necessários.

Também é necessário considerar tarefas mais complexas, como administrar medicamentos, controlar despesas, utilizar meios de transporte e resolver questões relacionadas à residência. Uma pessoa pode apresentar boa mobilidade e, ao mesmo tempo, enfrentar dificuldades em alguma dessas atividades. Em razão disso, a avaliação da independência precisa considerar diferentes dimensões da rotina, e não apenas a capacidade de caminhar ou permanecer fisicamente ativa.

Nesse contexto, o Doutor Yuri Silva Portela aponta que a idade, isoladamente, não determina se alguém pode ou não morar sozinho. A análise precisa considerar as capacidades preservadas, as limitações existentes e os recursos que podem oferecer suporte sem retirar desnecessariamente a autonomia. Essa avaliação individualizada permite identificar quais cuidados são realmente necessários e quais atividades podem continuar sendo realizadas de forma independente.

A casa oferece condições adequadas de segurança?

O ambiente doméstico pode apresentar riscos que nem sempre são percebidos pela própria pessoa. Tapetes soltos, iluminação insuficiente, móveis mal posicionados, escadas e objetos deixados em áreas de circulação podem dificultar os deslocamentos e favorecer acidentes. Uma avaliação cuidadosa desses espaços permite identificar pontos que podem ser modificados antes que se transformem em obstáculos para a rotina.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

O Doutor Yuri Silva Portela aponta que o banheiro exige atenção especial por reunir água, superfícies escorregadias e movimentos que envolvem equilíbrio e força. Barras de apoio, iluminação adequada e adaptações próximas ao vaso sanitário e ao espaço de banho podem facilitar a realização dessas atividades. A disposição dos objetos também deve permitir uma circulação segura, reduzindo a necessidade de movimentos bruscos ou deslocamentos desnecessários.

A cozinha também merece avaliação. Fogão, objetos cortantes e eletrodomésticos exigem coordenação e atenção. Quando existem alterações de visão, equilíbrio, memória ou mobilidade, pequenas adaptações podem tornar o ambiente mais seguro sem comprometer a independência. Manter utensílios de uso frequente em locais acessíveis pode facilitar as tarefas e reduzir a necessidade de alcançar prateleiras muito altas ou se abaixar repetidamente.

Quem pode oferecer apoio quando necessário?

Morar sozinho não significa necessariamente viver sem uma rede de suporte. Familiares, amigos, vizinhos e profissionais podem participar dessa estrutura, desde que estejam definidos os tipos de ajuda necessários e as situações em que poderão ser acionados. Ter essas referências previamente estabelecidas facilita a tomada de decisões quando surge uma necessidade inesperada.

O apoio pode envolver acompanhamento em consultas, compras, organização de medicamentos ou simplesmente contatos regulares. A frequência deve considerar as características de cada pessoa, pois algumas necessitam apenas de acompanhamento periódico, enquanto outras podem precisar de suporte mais próximo. Conforme o Doutor Yuri Silva Portela, o importante é que essa rede seja compatível com a rotina e possa ser ajustada conforme novas necessidades apareçam ao longo do envelhecimento.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo